Desde o início, a residência foi pensada não como um espaço voltado à produção de obras finalizadas, mas como um espaço de processo. Os participantes receberam cadernos para registrar percepções, imagens, pensamentos e acontecimentos ao longo dos dias. No encerramento, esses registros individuais foram revisitados como parte de algo que havia sido construído coletivamente.
Por isso, os resultados da residência não se resumem a uma obra ou produto final. Eles estão também nas relações que foram construídas, nas perguntas que permaneceram abertas, nas percepções que se transformaram e naquilo que emergiu inesperadamente do encontro entre pessoas, território e diferentes formas de ver e imaginar o mundo.
A Residência Arte Social Pedra Azul entende, assim, a arte social como um processo de transformação e de imersão de um grupo em contato com o humano e o mais-que-humano. Um processo que envolve escuta, experimentação, criação e, sobretudo, a possibilidade de deixar-se afetar pelo diferente.

Talvez imaginar outros mundos possíveis comece justamente aí: na possibilidade de encontrar aquilo que é diferente de nós, deixar-se afetar por outras pessoas, visões e cosmologias e, nesse encontro, desenvolver novas formas de relação, cuidado e pertencimento.
Duração:

4 dias

Formato:

presencial

Participantes:

13 residentes

Local:

Pedra Azul, Espírito Santo

Resultado:

O processo foi encerrado com uma roda de conversa, a apresentação pública dos processos desenvolvidos durante a residência, uma conversa com os participantes e o encerramento da exposição O Que Sente o Coração, no KHAS.